A central é o cérebro do alarme: recebe o sinal de cada sensor, decide se dispara e avisa quem precisa ser avisado. É também a peça que você não troca depois, porque sensor de uma marca raramente conversa com central de outra. Escolher errado aqui significa recomeçar o sistema mais tarde.
🔢 Zonas: o número que define o tamanho do sistema
Zona é cada entrada que a central reconhece. Um sensor de porta ocupa uma zona; um de movimento, outra. As centrais de entrada trabalham com 4 a 10 zonas, as intermediárias passam de 30, e a diferença de preço entre elas é menor do que a diferença de capacidade sugere.
A conta prática: apartamento fecha com 3 a 4 zonas, casa térrea com quintal pede de 6 a 10. Vale escolher a central pensando no sistema que você quer daqui a três anos, não no de agora, porque ampliar é barato e trocar a central é caro.
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📶 Como a central avisa você
As linhas atuais trabalham por Wi-Fi, mandando notificação para o aplicativo, ou por chip de celular, fazendo ligação e enviando mensagem. Os modelos que combinam os dois usam o celular como reserva: se derrubarem o roteador ou a internet cair, o aviso continua saindo.
Essa redundância é o que separa um alarme que funciona de um que dá a impressão de funcionar. Sistema que depende só de Wi-Fi fica mudo exatamente na situação em que você mais precisaria dele. Se a região tem queda de internet frequente, a central com chip deixa de ser luxo.
🔌 Com fio, sem fio e híbrida
A central com fio exige cabo de cada sensor até ela, e faz sentido em obra ou reforma, quando a parede já está aberta. Não tem pilha para trocar.
A sem fio recebe os sensores por rádio, instala em imóvel pronto sem quebrar nada e avisa quando a pilha de um sensor está fraca. É a escolha da maioria hoje, inclusive em imóvel alugado.
A híbrida aceita os dois, o que serve para quem tem um sistema antigo com fio e quer ampliar sem refazer tudo. É a opção que mais evita desperdício em casa que já teve alarme instalado.
🔋 O que confirmar antes de comprar
Bateria de reserva. A central precisa continuar funcionando na falta de luz, que é justamente quando o sistema mais é testado. Confira se o modelo já vem com a bateria ou se ela é vendida à parte, porque muitas vezes não vem na caixa.
Quantos usuários e senhas. Se mais de uma pessoa vai armar e desarmar, vale ter senha individual, tanto por conveniência quanto para saber quem operou o sistema em cada horário.
Compatibilidade com os sensores. Confirme quais linhas de sensor a central aceita antes de comprar as peças separadas. É o erro que mais gera devolução: comprar central e sensores de fabricantes diferentes supondo que conversam. Veja também a página de alarme residencial para dimensionar quantos sensores a sua casa pede.